Entre os mais urgentes desafios da sociedade brasileira está a construção de políticas culturais democráticas e cidadãs. Brant Associados faz parte dessa história investigando, propondo discussões e criticando políticas e os modos de conduzi-las. Selecionamos aqui alguns artigos históricos de Leonardo Brant sobre políticas culturais, mercado e diversidade, garimpados de publicações do Brasil e do exterior e que ainda consideramos relevantes para o debate atual:
A relação entre poder público e audiovisual no Brasil é difusa e imbricada. Carrega a herança de diversas referências de domínio cultural e econômico, desde o processo de colonização até o difícil percurso, ainda em andamento, em busca de uma democracia.
O reconhecimento da cultura como atividade econômica é muito recente. Até o final do século 20 a tratávamos apenas como patrimônio simbólico. Tanto nos estudos antropológicos quanto nos sociológicos, aprendemos a enxergá-la como coisa dada, o que está impresso em nossos códigos de convivência e consolidamos como civilização.
Todo ser humano é único e original. Tem direito à sua própria forma de pensar. E pensar é a condição para a liberdade de se reconhecer, de compreender a realidade com lucidez, de discernir entre os limites e os potenciais que nos permitem relacionar-nos com a sociedade e transformá-la.
A corrida do ouro da cultura teve início com a polêmica Lei Sarney, ainda na década de 80. Logo após o desmanche promovido na Era Collor, recriou-se o sistema sob o selo de “Lei Rouanet”, que disseminou pelos quatro cantos do Brasil o lema “Cultura é um bom negócio”. O empresariado brasileiro aprendeu que cultura é bom para o negócio.
O objetivo desse estudo é estabelecer uma relação entre a política pública aplicada no Brasil e sua interface com o modelo de globalização vigente, suas conseqüências na política internacional e a questão da diversidade cultural.
O objetivo deste é traçar um panorama sobre a diversidade cultural no mundo e suas implicações e dimensões no Brasil, criando bases para estabelecer uma agenda política consistente sobre os efeitos da globalização nas culturas locais, particularmente a brasileira.
Nos últimos tempos, cultura passou a fazer parte do vocabulário do mundo corporativo. Impulsionadas pela presença cada vez mais marcante das leis de incentivo à cultura, existentes nos âmbitos federal, estadual e municipal, muitas empresas passaram a incluir a cultura como item estratégico para o seu posicionamento de mercado.
Criadas para se tornar ponte estratégica entre o setor privado e a cultura, vista como área de alto interesse estratégico para o desenvolvimento social, as leis foram comemoradas como uma via possível frente ao desmanche do setor, promovido pela Era Collor.